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segunda-feira, 20 de abril de 2026
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domingo, 6 de julho de 2025
A caminhada de mulheres lésbicas e trans e a Parada gay (minhas experiências)
segunda-feira, 10 de agosto de 2020
40. Um olhar sobre a monogamia e o sentimento de posse

Como já vimos em um outro tópico (ver Monogamia, poligamia e poliamor), monogamia
se refere à pessoa ou um grupo de pessoas que prefere ter apenas um relacionamento
conjugal, sem a interferência de outros parceiros. Esse tipo e amor é cultivado
e influenciado por uma série de fatores que vai desde criação a crenças
religiosas. Mas em tempos onde as pessoas não conseguem ficar presas apenas à
uma pessoa e se descobrem apaixonadas ou amando mais de uma pessoa (não necessariamente
alguém bi), como fica? E por que as traições acontecem? Seria apenas por causa
da rotina, por enjoamento do parceiro/a ou porque há pessoas que não conseguem
gostar apenas de uma pessoa? E o que eu tenho
observado também, é que quando aparentemente escolhemos alguém “para a vida
inteira” , escuto muito as frases: “fulano/a é meu/minha e de mais ninguém”,
como se tivesse uma tag (etiqueta) impressa nessa pessoa, e por estar
comprometida, ela estivesse impedida de se interessar por outra pessoa. Isso pode acontecer, mas ninguém conta com
isso, porque não é a ideia, mas é uma eventualidade, as coisas mudam, os
sentimentos podem mudar também, inclusive o coração querer incluir mais de uma pessoa na relação. A questão é:
a noção de monogamia PRECISA estar ligada com a ideia de POSSE? Creio que
ninguém seja dono de ninguém, nem mesmo nossos pais são nossos donos. Temos liberdade
para escolher o que queremos, não? E quando falo de posse, me refiro a quando o
parceiro/a muitas vezes exige que a
namorada/o esposa/marido somente tenha olhos pra ele e quando sai, tem que ser
com eles e até mesmo o afastamento dos amigos. É claro que queremos a companhia
do nosso cônjuge, mas até que ponto esse sentimento já não é na verdade um
aprisionamento? E o amor livre, a poligamia
vem para quebrar isso, embora mesmo que no relacionamento aberto, o casal ainda
seja exclusivo, apesar de terem permissão de ficar com outras pessoas.
Na verdade,
a construção da monogamia se relaciona com o termo “fidelidade”; seria para garantir que o outro não vai te trair com
outra pessoa qualquer, para não haver libertinagem e desordem no relacionamento.
Mas a confiança e cumplicidade também podem acontecer em relações abertas, porém os falsos
moralistas distorcem isso e já tacham como perversão e promiscuidade. Essa última
está mais ligada ao sexo com vários parceiros sem proteção. E a monogamia é facilmente confundida e
distorcida como posse do outro. Quando a gente namora ou casa, queremos que
essa pessoa esteja sempre presente, mas isso é totalmente possível, sem que você
torne o seu parceiro/a um prisioneiro que só sai com você e mais ninguém. Ele ou
ela precisa ter amigos e seu espaço e momento com eles. E saiba que tentar tirar isso dele ou impedir que sai
sozinho não vai impedir que ele ou ela se interesse e até mesmo se apaixone por
mais alguém. Aí, se isso acontecer, cabe a como cada um nesse casal vai lidar
com isso. Cabe a pessoa que se interessou por outra ser sincera e dizer se quer
tentar abrir o relacionamento, desde que como
consentimento do outro, ou se quer terminar para viver essa nova
relação, caso haja reciprocidade. Acredito que se houvesse essa conversa
franca, evitaria muitos problemas, inclusive nos relacionamentos principalmente
com homens, que têm a tendência de querer uma titular e uma reserva. E hoje em
dia, as casas de swings estão lotadas de casais onde o próprio marido adora ver
a esposa com outro! Creio também que essa nova modalidade seja uma forma de
deixar o outro livre para ficar com quem quiser, sem se sentir traído, pois
terá a sua “benção”. Da mesma maneira, a quem é consentido esse privilégio, já não sentirá culpa, pois o parceiro está
ali, ciente de tudo e aceita.
A verdade é
que, alguns de nós não fomos feitos para sermos monógamos e tá tudo bem. Mas quem
ainda ´´e feliz apenas no modelo exclusividade que continue assim, sem
influenciar ninguém.
Outros link sobre o assunto:
https://www.geledes.org.br/o-tabu-da-monogamia/
https://hypescience.com/fomos-projetados-para-a-monogamia/
Eles não necessariamente refletem inteiramente a min há
opinião, eu concordo com algumas coisas.
39. O mito da perda da virgindade masculina
![]() |

A virgindade sempre foi um mito para as mulheres e a
perda dela levanta muitas questões, sobretudo para adolescentes. Todo mundo já absorveu
a ideia de que para o homem a primeira vez é mais fácil, mas para a mulher nem
tanto, por causa do rompimento do hímen ou contração dos músculos vaginais. Pasmem:
há sim a possibilidade de:
1) a primeira vez feminina ser tranquila e sem dor;
2) o homem sentir dor, não só na primeira vez, mas no
sexo.
O que tá na cabeça das pessoas, principalmente por causa
do machismo (olha ele aí de novo!) é que quem tem que sentir dor são as mulheres
e não o homem. Isso faz com que muitos escondam esse fato e até mintam que não sentem
nada além de prazer, assim como as minas fingem ter tido orgasmo! Ficou chocado/a? então d[a uma checada na matéria
e no vídeo que deixarei no meu artigo. É por essas razoes que a lubrificação é
de suma importância tanto para o homem quanto para a mulher, não é à toa que
ela existe. Ela naturalmente foi feita
para preparar a vagina para receber a inserção do pênis (ou mesmo de dedos ou
dildo). Se não houver a lubrificação natural o suficiente e a camisinha não ajudar,
um lubrificante à base de água, como os que são vendidos em sex shop podem
facilitar os movimentos na hora do sexo, evitando que a fricção e o atrito
machuquem ambos os órgãos. No caso do
homem, a dor está relacionada ao freio curto e a fimose. Para entender melhor,
assista ao vídeo e leia a matéria. Espero que essas explicações tenham trazido
esclarecimentos e alivio imediato para a mulheres!
Resumindo: ambos precisam estar relaxados e conversar
sobre o assunto, principalmente se um dos dois ainda não tiver tido sua primeira relação. A idade não deve ser um
problema, pois cada um tem seu próprio tempo e oportunidade. O importante é achar
alguém em que você possa confiar e te deixe seguro/a para isso antes do ato se
consumar. Você vai perceber que, quando se relaxa e tira as dúvidas, a coisa
poderá ser bem, diferente. Sempre consulte um médico, gineco ou urologista.
Algum homem aí já sentiu algum incomodo ou dor no sexo? Sinta-se à vontade para desabafar nos comentários, não precisa se envergonhar.
Vídeo: Falando sobre virgindade masculina
Link da matéria: Virgindade masculina: o que você não sabe que pode acontecer quando você perder a sua
38. A culpabilização da vítima e seus efeitos negativos
![]()
Muito se fala na culpabilização das vítimas de estupro
(que são muitas, e as vezes até homens). São comentários do tipo: “ah, mas você
facilitou, pois estava andando sozinha na
rua naquela hora da noite”, “estava de roupas curtas perto do agressor” (que no
caso poderia ser até um parente) e a maioria desses críticas soa direcionadas às
mulheres, mas ninguém para pra pensar como tudo aconteceu e se ela tinha condições
de se defender. A maioria dos estupradores arrasta a vítima
para um local de difícil acesso de outras pessoas e exerce um poder de intimidação verbal, onde sua força física consiga contê-la a ponto
de não poder se defender. Ele sente prazer com o domínio de uma pessoa fragilizada.
Muitas mulheres por medo ou vergonhas se calam, evitam falar sobre o assunto ou até mesmo fazer uma denúncia,
temendo retaliação.
O mesmo acontece
em relações abusivas. A primeira coisa que fazemos é apontar dedos em acusar a pessoa de estar naquela relação sem fazer algo a respeito. Mas
já perguntou os motivos? Eles são muitos: financeiro (o abusador ajuda a pagar
as contas), os filhos do casal, não ter para onde ir, medo de não encontrar alguém
ou até mesmo encontrar alguém pior, entoa não cabe as pessoas julgarem, mas
oferecerem apoio emocional. Lembre-se de que a medida protetiva não é garantia
para que o agressor não volte a fazer ameaças ou agressões à vítima.
E essas acusações não acontecem somente nesses
aspectos que mencionei acima. Se você chegou a uma certa idade com pouca
experiencia em relacionamentos ou virgem, nossa! Você fez algo errado! Será que
as pessoas não entendem que há circunstâncias que fogem ao nosso controle e nem
tudo tem que ser de responsabilidade EXCLUSIVA do indivíduo? Eu percebo uma
tremenda falta de empatia nesses casos,
mesmo de quem já viveu situações difíceis de serem resolvidas. Toda vez somos
incentivados a resolver ou “deixar rolar”, mas tudo isso tem um preço psicológico
muito alto. É como se a pessoa que quer “aconselhar” achasse que sabe mais da
vida e n das necessidades do individuo do que ele mesmo. E uma notícia: por
mais que tenhamos 50% de responsabilidade
nas escolhas ou controle sobre as circunstâncias, esses 50% não são o
suficiente. Os outros 50% envolvem o acaso e a predisposição de outras pessoas
para fazer algo dar certo. Entoa por exemplo, não adianta eu querer MUITO uma pessoa, mas ela gosta de
outra e não sou o tipo dela. Entenda: não
há como mudar a mente das pessoas, isso não
está no nosso controle. O resultado disso,
é uma auto cobrança muito forte e a frustração será mais intensa, caso a pessoa
não consiga seu desejo, e o pior, virá acompanhado do sentimento de incompetência.
Me parece que é isso que as pessoas que acossam querem, que aa pessoa se sinta
feliz e incapaz. O que tenho pra dizer para resumir essas situações: A CULPA NÃO
É SUIA! A responsabilidade não tem que ser
toda sua de fazer as coisas acontecerem, principalmente quando não depende APENAS da sua vontade! Você não tem
essa obrigação, porque não existe magia que faça alguém se apaixonar por você. Sobre o estupro e abusos no relacionamento, a culpa e responsabilidade
são apenas do agressor, pois ele tinha a escolha de não fazê-lo, mas fez por
maldade e abusou de você por uma insegurança que ele se recusa a lidar e
trabalhar com ela. Procure ajuda de
amigos verdadeiros, nunca guarde para si. E se eles mesmos começarem com esses comentários acusadores, não
hesite em dar esse alarme e não sinta vergonha em dizer que não está ajudando. Amigos devem compreender e não julgar ou tentar te moldar a ser como eles.
Vou deixar um link sobre o assunto em relação ao estupro. Sugiro que, ao invés de dizer que "é da natureza do homem ser violento" e "se as mulheres se 'comportassem bem', não haveriam tantos estupros", o que são frases comodistas, questione o seguinte: "se a educação dos homens não fossem moldadas no MACHISMO e hegemonia masculina compulsória, será que haveriam tantos estupros e relacionamentos abusivos?"

segunda-feira, 11 de novembro de 2019
Série filmes bi: Resenha do filme "Aos Treze"

Outro ponto que eu gostaria de destacar é: nenhuma garota deve beijar outra apenas por pressão, seja das amigas que já beijaram meninas, ou do namoradinho que sonha com uma experiência a 3. Deve ser uma decisão consciente e espontânea. O filme mostra que no geral, QUALQUER experiência que se tenha apenas por auto afirmação e se tornar popular não termina bem. Levamos tempo para construir nossa personalidade e gostos e cada um tem seu tempo. Fala também das amizades sincera ou não. Pessoas manipuladoras seduzem facilmente e temos que estar antenados para não cair em certas armadilhas. Noel e outras amigas de Tracy perdem totalmente a atenção dela por Evie, que ganha cada vez mais espaço na vida de Tracy., transformando-a totalmente em outra pessoa. Não podemos deixar que más influências nos afastem dos amigos verdadeiros e de uma vida inteira. Pessoas novas são sempre bem vindas, mas na dúvida e ao menor sinal de caráter duvidoso eu já prefiro me acomodar com as pessoas que eu já tinha antes na minha vida.
Esse filme me marcou porque quando eu tinha 13 anos quase caí nesse tipo de armadilha de uma empregada que trabalhava com minha vó que tentou me levar para o mau caminho, mas essa é uma história que não teve final trágico, mas me deu um bocado de dor de cabeça, fica para outra vez. Só sei que larguei das bonecas cedo demais quando deveria ter continuado com elas! A partir dessa idade queremos crescer e à menor crítica queremos ficar adultos logo (lembra a cena das meias que as meninas zoam Tracy). No final, o que tem de mais ser um pouquinho garotinha? Nos foram apresentados dois pólos: uma garota totalmente ousada, na moda, beleza padrão, mas que violava as leis vendendo drogas, roubando e tudo caiu na cota de Tracy, que era inocente e se tornou rebelde. Prefiro ser menininha e um pouco mais ousada somente com moderação. Ser inocente não nos torna ruins ou bobas, é só o nosso jeito, nada tem a ver com não ter responsabilidades.
Quem quiser pontuar mais alguma coisa sobre o filme o por que se identifica com ele, fique a vontade!
domingo, 13 de janeiro de 2019
37.Mulheres bissexuais e lésbicas x homens héteros
Uma coisa que eu preciso enfatizar é que nós mulheres que gostamos de mulheres sempre parecemos nos preocupar com a forma que tratamos as outras (salvo alguns casos extremos de radfem e reprodução de machismo e heteronormatividade) mas a principal diferença entre o homem hétero e a mulher lésbica e bi é ver a outra como um todo, quando realmente gostamos dela, não apenas como um corpo que dá prazer, pelo menos pra mim é assim. Eu realmente acho o corpo feminino super atraente, mas prefiro ver também a humanidade delas e a forma como me tratam, isso é importante. O homem parece às vezes enxergar as mulheres como objetos onde eles podem usar e abusar à vontade e não é em assim. Acho que para demostrar que gosta de mulher, não precisa olhar de cima embaixo e enfatizar o quanto ela tá ou é gostosa, mas observar o quanto ela é e está linda e como ela faz seu dia valer a pena, como te apoia, e não o quanto ela te fará gozar na cama e tchau, ou o troféu de caça que ela vai representar para seus amiguinhos pra que você se auto afirme como macho alfa. S e esses conceitos mudarem na cabeça de homens, talvez a relação hétero deixe de ser trabalhosa, e ainda assim, para bissexuais, continuará havendo dois caminhos para ser feliz.
terça-feira, 30 de outubro de 2018
36. Um gay se descobrindo bi.Será que isso seria um tabu?
Não vou colocar spoilers, mas o que me incomoda nesses filmes é a tentativa de ocultar a bissexualidade desses homens e colocando como se fossem gays que "resolveram" ficar com uma mulher, quando é algo relativo e não se trata de escolhas. Mas tirando esse detalhe, vale muito à pena ver!
Os filmes em questão são "Namorando uma mulher" e "Beijei uma garota" (este segundo vocês encontram no Telecine Play). Vou deixar os resumos e vocês decidem qual assistir, se veem os dois e comentem o que acharam.
SINOPSE E DETALHES

segunda-feira, 15 de outubro de 2018
35. A superficialidade atual dos relacionamentos
Pessoas que têm uma visão mais romântica da vida e das relações estão sentindo mais esse peso, e o peso passa a ser ainda maior quando essa pessoa nunca pôde desfrutar de um relacionamento sólido e saudável, ou porque nunca teve a oportunidade de se unir a alguém ou porque até teve, mas fora uma relação tóxica, abusiva. Não é difícil pensar nos motivos que levam alguém a desistir do modelo de relacionamento que muitos dizem que esperam, mas depois fogem dele.
- Independência: algumas pessoas tem medo de perder a liberdade ou ficar em função de alguém. Há o medo de cobranças e ter que dar satisfações também;
- Medo de novas decepções: ao contrário do que muitos pensam, sucessivas frustrações não promovem amadurecimento, mas um endurecimento das emoções. Há quem tente ignorar seus próprios sentimentos e necessidades, mas o medo de se envolver novamente e quebrar a cara as vezes é tanto que há um esfriamento real dos sentimentos e da capacidade de se apaixonar..
- Modinha: querer pagar de desapegado, só porque prega-se isso, mas no fundo sucumbi a uma relação, mesmo que não seja com a pessoa desejada.
- Inversão de valores: o mundo moderno e agitado obriga as pessoas a priorizarem estudos e o lado profissional, deixando de lado as relações: os conjugais (e até mesmo as amizades de longa data);
- Demisexualidade/falta de afinidades: há pessoas que só conseguem se envolver amorosamente se já tiver um bom convívio, e para amizades só quer pessoas mais próximas, conhecidas em ambientes físicos;
- Segurança/falta de confiança: o medo de confiar sua vida a alguém que diz ser uma cosia e depois se descobre ser outra também bloqueia.
- Apego a um tipo de preferência: há pessoas que não conseguem diversificar suas preferências e acreditam que certos tipos de pessoas não são aptos pra se relacionar. O medo de dar chance pra pessoa erradas (caso isso já tenha sido feito) e da história e repetir também contribuem para essa defensiva que se transforma em auto preservação. Ao menor sinal de isso acontecer, mesmo que haja entusiasmo, a pessoa recua e desiste de tentar.
O problema é que deixamos de dar chance a nós mesmo e de certas pessoas que ficam excluídas porque acabam almejando algo que a maioria não quer. Eu por exemplo não consigo deixar um homem se aproximar apenas pra sexo, tem que ter alguma amizade. Com mulheres também, mas até consigo me envolver sexualmente sem afeto, apesar de não ser essa minha preferência. Mas o que quero dizer aqui é que as pessoas estão mais fechadas, mais intolerantes individualistas, preocupadas apenas com seu mundinho e invólucro e não deixam outras pessoas entrar. Essas mesmas pessoas acusam as pessoas que elas mesmas excluem de não dar chances a ninguém, quando sabem que isso não é verdade. No face poucas pessoas se identificam quando querem adicionar alguém, e isso faz com que pessoas legais nem tenham chance de ser adicionadas. Precisamos saber diferenciar pessoas bacanas de pessoas sanguessugas que só querem usar alguém pra se auto afirmar. Mas como podemos fazer isso? Dando uma chance, conhecendo um pouco da pessoa. Se realmente perceber que não te fará bem, exclua, mas não sem antes de uma conversa. Arriscar as vezes é preciso. Tem gente que acha que é melhor não se envolver do que sofrer outra vez, mas essa pessoa morre de vontade e de esperança em viver algo lindo, então porque o medo?
Enquanto as relações forem líquidas, as emoções vão sumindo e os relacionamentos perdem o significado e o molde tradicional de cumplicidade e poder demonstrar os sentimentos, essa é a real essência de uma relação,mas está se perdendo para as relações rápidas e vazias. O medo exagerado do apego, a preocupação doentia em ter sempre o controle da relação e a crença de que sentimento te torna frágil e vulnerável te afasta de uma relação realmente saudável, verdadeira e intensa. Com isso se perde o poder da empatia pelas pessoas e por si mesmo. Não podemos deixar isso acontecer.
sexta-feira, 12 de outubro de 2018
34.Por que mesmo sendo bi, eu prefiro me considerar lésbica?
33.Monogamia, poligamia e poliamor

Num conceito muito rápido, monogamia é alguém que só consegue viver num relacionamento individual, com uma pessoa, relacionamento fechado. Poligamia ou não monogamia é alguém aberto a ter um relacionamento com mais de uma pessoa. O amor livre é como um relacionamento aberto, onde as pessoas tem liberdade para ficar com outras fora da relação, mas com o consentimento da pessoa principal. A diferença do relacionamento aberto para o poliamor é que no poliamor você pode ter dois parceiros/as, uma parceira e um parceiro fixos numa relação estável, enquanto no aberto, são relações mais sexuais ou passageiras/efêmeras, mas não duradouras, onde apenas o casal é o centro da relação estável. Parece confuso, mas acho que deu pra entender, né?!
Mas Dany, o que isso tem a ver com ser bissexual?
Muitas pessoas monogâmicas têm preconceito com esse tipo de relação mais aberta e considera traição ou "falta de amor", pois estão atreladas à ideia heteronormativa de "ser fiel à uma só pessoa". O casamento, principalmente o religioso, incutiu muito disso na nossa mente. Mas hoje em dia vemos que AMAR vai além disso. Há muitas pessoas que mesmo aparentemente felizes em uma relação mono estável, sentem sim a falta de outra pessoa re podem se apaixonar por ela ou ele. Isso pode ser um problema na relação? Bem, se a contraparte não estiver aberta a relações não mono, aí pode sim. Vale ter uma boa conversa franca sobre esse desejo.
O que precisamos entender é que, só se pode ser considerado traição se ocorrer sem o consentimento do parceiro/a. Caso a relação aberta ou poliamorosa seja minimamente consensual, não há traição, ponto. O que pode acontecer é que uma pessoa acostumada a um relacionamento fechado pode ficar confusa e querer cair fora. Mas respondendo sobre a relação da bissexualdiade com tudo isso, é que muitos bi são mais aderentes a este tipo de relação, enquanto pessoas não "monodissidentes" podem achar isso estranho e ter a ideia errônea de que "o bi tem mais propensão a trair". Já o fato de ter atração por dois (ou mais) gêneros já intriga, imagine querer se relacionar com ambos simultaneamente! Eu sempre fui monogâmica, mas não descartaria uma relação poliamorosa, desde que eu tivesse afinidade com o casal ou as pessoas envolvidas.
Segue alguns videos sobre o assunto:
Você já viveu ou viveria uma relação assim? Conte nos comentários.
terça-feira, 9 de outubro de 2018
Série filmes bi: "Prazer a três (kiss me again)" (2006)
Deixem aí nos comentários o que acham desse filme.
Destaque para a música "Coming Home do Blow Up Hollywood nos créditos finais, ficou na minha mente por dias...
sexta-feira, 5 de outubro de 2018
{Off topic] Ausência do blog
quinta-feira, 17 de maio de 2018
32.Padrões de beleza, benefício ou transtorno?

Quero advertir que as opiniões aqui emitidas foram baseada em experiências próprias e observadas. Ninguém é obrigado a concordar com absolutamente nada dito aqui. Também é um fenômeno que atinge mais as mulheres que provavelmente terão m,ais curiosidade nesse tópico.
Muitas mulheres querem se sentir desejadas e vivem se comparando às youtubers que recebem centenas de likes e comentários com elogios todos os dias. Isso pode vir a incomodar aquelas garotas menor ou nunca requisitadas e causar sensação de insatisfação com a própria aparência por não ter a mesma visibilidade. Mas até que ponto a beleza ajuda ou atrapalha? Será que todas essas beldades são sempre felizes?
Não estou dizendo que não precisamos nos cuidar, estou dizendo que não precisamos ficar neuróticas sobre nossa aparência, isso não nos faz nenhum bem. Ficar se comparando com as outras mulheres pode nos levar à depressão. Vou separar aqui os prós e contras de cada lado:
de fato uma beleza padrão atrai olhares e boas oportunidades de ficadas e também no lado profissional. Mas há o perigo de a pessoa achar que não precisa ser boa em mais nada, se acomodar e ficar arrogante, esperando tudo cair do céu. Por outro lado, as menos o não requisitadas sentem que precisam se esforçar mais para serem notadas e por vezes sentem que tudo foi em vão, pois as pessoas não dão chance de que se mostre o potencial, ó por não gostar do que vê. O lado ruim da beleza é ser também explorada sexualmente, sofrer mais assédio, e não as impede de entrar em uma relação abusiva ou violenta. Ainda tenho calafrios ao ver quantos assassinatos são cometidos com mulheres que eram lindas e isso revolta também. A Princesa Diana é um exemplo de relacionamento abusivo. Em geral, se o cara só a procurou pela beleza, ao enjoar caso não se apegue, vai vê-la apenas como mais uma de suas conquistas e se afastar devido a perda de interesse, ao passo que a fora dos padrões será a segunda ou última opção e ainda mais maltratada.
31. Quando posso me considerar bissexual?
Essa é uma análise rápida para essa pergunta. Muita gente fica na dúvida sobre quando poderia se considerar bissexual em decorrência de pré julgamentos de (des) validação: "mas você nunca ficou com uma mulher/ homem pra se considerar bi", "mas você é casada com homem, é hétero!", "ok, mas de qual você gosta mais? Se gosta mais de mulher você então é lésbica e não bi", "para se considerar bi, você precisa gostar dos dois igual/ter ficado com ambos""Mas eu nunca me apaixonei por uma mulher, só senti desejo sexual", "Ih! Aquela ali só fica com mulher nas boates, é bi de balada!" . Diante dessas afirmações, tente guardar o seguinte na sua cabecinha:
- Guess what? Você não precisa gostar dos dois 50% para se considerar bissexual! Isso mesmo! Basta você sentir dentro de você que ambos te atraem, independente da proporção.
- Nunca se apaixonou por uma mulher/ homem? News flash: não precisa ter se apaixonado pra se sentir bi, da mesma forma que se tiver se apaixonado, mas não realizado o desejo e ficar, o seu sentimento também não deve ser invalidado. Cada pessoa tem seu tempo, e quanto mais contato você tiver com pessoas que possam te atrair, maiores as chances de se apaixonar, não se desespere. Deixe fluir.
- De onde veio essa de "bi de balada"? Puro pré-julgamento, vulgo preconceito! Quem diz isso certamente sequer te conhece! Às vezes você não teve oportunidade para conhece uma mulher e poder ficar com ela, então fará isso assim que lhe for oportuno. Isso vale para sexo casual também. Se gostou e se sentiu como naquele iogurte Vigor Grego "quando acaba a gente quer de novo!", ponto pra você!
Bem, espero ter esclarecido algumas coisas e te deixa um pouco mais tranquilo/a. Somente você pode sentir com ou sem experiências se é bi ou não, apenas respeite seu tempo e tente não dar ouvidos a essas bobagens.
terça-feira, 30 de janeiro de 2018
[Off topic] Projeto "me descobrindo bissexual"
Interessades mandar email para: danylively@gmail.com/danyshade@uol.com.br ou bi.yourself@gmail.com
quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
30. 13 reasons why: da objetificação ao suicídio
29. Como a bissexualidade é (re)tratada em filmes e séries
Logo no começo da série, Dana questiona Alice: "Bissexuais são confusos, quando é que você vai se decidir entre pênis e vagina?!' num tom bem intimidador.
Tina Kennard diz em outra cena mais para a terceira ou quarta temporada: "Eu era "hetero" antes de conhecer a Betty" ela era hetero....ou vivia uma vida hétero?
Alice resolve voltar p araos homens depois de uma decepção com Gabby Deveaux.....conhece um "homem lésbico", e num grupo de apoio afirma que "no fundo queria um homem assim poque tinha medo de ficar viciada em sexo com homens". Essa frase revela um medo de algumas bissexuais ficarem atreladas aos relacionamentos com homens por alguns motivos que não quero discutir aqui.
Jenny por sua vez, namorava Tim, mas depois de ficar com Marina até fica angustiada quando está com Tim, tenta sair com outro homem e chora. Ele afirma: "você não gosta de transar com homens pq é a porra de uma lésbica!"
Eu assisti dois filmes que mostram um fim desagradável para bissexuais: por querer ambos, fica sem ninguém. Um é Jovem Aloucada (tiraram do Netflix e tinha no Youtube) e Pequeno dicionário amoroso 2 (nacional). As meninas em cada filme namoram um homem e uma mulher.... quando um sabe do outro, em um filme ficam juntos e a deixam de lado na balada; a outra briga com ambos e ambos a deixam por ciúmes um do outro. Bi é visto como ganancioso. Tanta gente se relaciona com mais de uma pessoa ao mesmo tempo, sem mesmo que uma saiba da outra como nas relações de poliamor, onde tudo costuma ser consensual, e ninguém enche o saco, por que essa palhaçada toda com bissexuais? Essas cenas só mostram como é difícil se achar como bi onde suas relações são sempre julgadas. Ou você segue sendo você mesmo sem se importar e taca o FODA-SE, ou vai sofrer com essas coisas. Não temos mais que ficar nos desculpando ou nos justificando somente por ser quem somos!
28. Desconstruindo os estereótipos sobre bissexuais
Existe uma série de pensamentos negativos e equivocados, direcionados à bissexualidade e às pessoas que se encaixam nessa orientação. São afirmações muitas vezes feitas sem uma vivência da situação (sem conhecimento de causa) ou sem um embasamento real. Vamos discutir e tentar desconstruir algumas dessas principais frases.
1) "Você AINDA não se decidiu" - por que eu ou qualquer outro bissexual deveria DECIDIR/ESCOLHER com quem ficar? Partindo-se do pressuposto que temos atração por ambos os gêneros, nós ficamos com a pessoa não por escolha, mas sim por identificação, empatia, pelo momento, quem melhor nos satisfizer ou atender uma necessidade em determinado momento. Ninguém é obrigado a ficar em apenas um lado só pra se dizer mais homo ou mais hétero, isso fica critério da pessoa e mais ninguém tem NADA a ver com isso. Forçar alguém a decidir significa apagar a ideia e possibilidade de se s sentir atraído por gêneros diferentes e entra na autoridade da obrigação da monossexualidade.
2) "Bissexuais são mais promíscuos, só querem putaria" - com base EM QUE você fundamenta esse tipo de afirmação? Você conhece TODOS os bissexuais do planeta? O fato de ter atração por homens e mulheres, NÃO SIGNIFICA que que vamos passar o rodo geral e dar pra todo homem ou mulheres wherever we go! Eu por exemplo sou bastante seletiva, não é qualquer mulher ou homem que chega aqui. Já tive fases de pegar quem aparecia, mas era mais um receio de ficar sozinha. Ultimamente estou evitando isso, e mesmo assim não eram várias pessoas de uma vez. Fora que quando quero ir pra cama com alguém eu opto por usarmos camisinha, mesmo que eu já conheça essa pessoa. Farei inclusive um post mais elaborado sobre sexo seguro com ambos.
3) "Bissexuais na verdade são homossexuais que não se assumiram" - bom, há pessoas que usam o termo bissexualidade ainda em fase de aceitação de sua própria homo, mas isso NÃO É REGRA. Há bissexuais legítimos, que se entendem assim desde sua infância ou adolescência. Generalizar com essa afirmação é deslegitimar a orientação bissexual de um indivíduo, e isso é invasão de espaço e uma falta de respeito com a pessoa.
4) "Bissexuais traem mais" - traição não tem nada a ver com orientação sexual, mas com vários outros fatores na relação, inclusive caráter. Se alguém não curte mais a pessoa
como antes, o mais sensato é ser honesto, conversar francamente com a pessoa e propor o término pra não machucar alguém de graça. Ou no máximo propor uma relação bígama ou poliamorosa, desde que o parceiro ou parceira consintam isso.
5) "A maioria dos bissexuais curte relações abertas, não querem compromisso sério" não é regra, mas muitos são abertos às relações livres, relacionamento aberto e poliamor que são coisas diferentes.
Está na hora de VOCÊ começar a descsontruir a imagem dos bissexuais e do que é a bissexualidade e talvez tentar eliminar a bifobia internalizada dentro de si.
27. La vie d'Adèle - seria Adele bissexual?
No filme "Azul é a cor mais quente" de Abdelatif Kechiche, (2013), é explorado o romance entre a personagem Adele, que ainda era uma colegial, com Emma que já fazia curso de Belas Artes e já trabalhava com pintura. Emma ficava evidente que é lésbica, mas Adele no começo fica com um garoto, encorajada pelas amigas, mas parece não gostar da relação sexual, pois naquele momento estava encantada com Emma e nem ela mesma sabia o que estava acontecendo com ela. No decorrer da relação, ela parecia realmente ter se descoberto com Emma e achar a relação com uma mulher algo mais intenso, porém quando perguntada por Joachim (na festa de Emma) se ela sempre havia se relacionado com mulheres, diz que Emma era a primeira. Joachim pergunta se era diferente, mais carinhoso, Adele responde que era um pouco diferente, mas não sabe responder se era mais terno e diz que "depende". Quando ela percebe um possível envolvimento de Emma com Lise (a moça grávida), começa a se sentir sozinha e passa a dar chance para o professor que sempre a convidava pra sair. Ela vai até o baile e fica com ele e fica subentendido que houve relações sexuais, e parece que desta vez ela havia gostado, apesar de não deixar claro. Emma descobre tudo e a confronta. Ela tenta negar o envolvimento, mas depois resolveu confessar. Na confissão, Emma se torna ainda mais agressiva, colérica e intolerante, chamando Adele de mentirosa e puta, o que francamente me fez pensar claramente em bifobia, principalmente quando Emma a questiona: "você chupa esse cara e depois quer vir me beijar?" A questão é: Adele foi colocada como se tivesse vergonha de sua relação com uma mulher, e foi uma noção totalmente errada. Ou então, que bissexuais quando estão carentes, partem para a traição com o outro gênero. Quando Adele rejeita Thomas por causa de Emma, fica parecendo que na verdade era lésbica, mas isso cai por terra quando se envolve com o professor. Fica algo implícito no filme, mas a mim parece clara a bissexualidade de Adele. Então por que a colocaram como "confusa", "mentirosa" e "puta"?Pergunto, se Adele tivesse traído Emma com outra mulher, teria sido xingada daquela forma tão severa? Confesso que por muito tempo essa cena me perturbou, e me fez pensar que esse tipo de atitude só reforça ainda mais o preconceito e intolerância. das lésbicas co em relação às bissexuais. Não raro, em outros casos de personagens de série, a bissexualidade da mulher acaba um pouco velada ou , mostrada como passageira, basta ver três personagens de The L word, das quais irei me aprofundar um pouco mais em outro tópico só para isos, mas cabe aqui a reflexão: por que não creditaram Adele como bissexual?Seria por ela ser adolescente e estar ainda "se descobrindo"? Passaram-se 3 anos no final do filme, Joachim inda parecia sentir algum interesse e atração por Adele, que parecia ainda muito entorpecida pelo fim definitivo com Emma, apesar de tentar demonstrar o contrário (sua última tentativa de ser percebida pela ex fora na exposição de artes, haja visto o quanto se arrumou).Ainda na cena do café, ela é perguntada por Emma se tinha namoradas ou namorados....Adele apenas responde que "se envolveu com algumas pessoas, mas nada sério, que sempre voltava sozinha". Ela não deixa claro se eram homens e mulheres, ou apenas mulheres.

