Espaço criado para que as pessoas que se identificam como bissexuais possam ter uma referência e se sentirem livres para ser quem são!! Just BE YOURSELF AND BE FREE ;) !
quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
28. Desconstruindo os estereótipos sobre bissexuais
Existe uma série de pensamentos negativos e equivocados, direcionados à bissexualidade e às pessoas que se encaixam nessa orientação. São afirmações muitas vezes feitas sem uma vivência da situação (sem conhecimento de causa) ou sem um embasamento real. Vamos discutir e tentar desconstruir algumas dessas principais frases.
1) "Você AINDA não se decidiu" - por que eu ou qualquer outro bissexual deveria DECIDIR/ESCOLHER com quem ficar? Partindo-se do pressuposto que temos atração por ambos os gêneros, nós ficamos com a pessoa não por escolha, mas sim por identificação, empatia, pelo momento, quem melhor nos satisfizer ou atender uma necessidade em determinado momento. Ninguém é obrigado a ficar em apenas um lado só pra se dizer mais homo ou mais hétero, isso fica critério da pessoa e mais ninguém tem NADA a ver com isso. Forçar alguém a decidir significa apagar a ideia e possibilidade de se s sentir atraído por gêneros diferentes e entra na autoridade da obrigação da monossexualidade.
2) "Bissexuais são mais promíscuos, só querem putaria" - com base EM QUE você fundamenta esse tipo de afirmação? Você conhece TODOS os bissexuais do planeta? O fato de ter atração por homens e mulheres, NÃO SIGNIFICA que que vamos passar o rodo geral e dar pra todo homem ou mulheres wherever we go! Eu por exemplo sou bastante seletiva, não é qualquer mulher ou homem que chega aqui. Já tive fases de pegar quem aparecia, mas era mais um receio de ficar sozinha. Ultimamente estou evitando isso, e mesmo assim não eram várias pessoas de uma vez. Fora que quando quero ir pra cama com alguém eu opto por usarmos camisinha, mesmo que eu já conheça essa pessoa. Farei inclusive um post mais elaborado sobre sexo seguro com ambos.
3) "Bissexuais na verdade são homossexuais que não se assumiram" - bom, há pessoas que usam o termo bissexualidade ainda em fase de aceitação de sua própria homo, mas isso NÃO É REGRA. Há bissexuais legítimos, que se entendem assim desde sua infância ou adolescência. Generalizar com essa afirmação é deslegitimar a orientação bissexual de um indivíduo, e isso é invasão de espaço e uma falta de respeito com a pessoa.
4) "Bissexuais traem mais" - traição não tem nada a ver com orientação sexual, mas com vários outros fatores na relação, inclusive caráter. Se alguém não curte mais a pessoa
como antes, o mais sensato é ser honesto, conversar francamente com a pessoa e propor o término pra não machucar alguém de graça. Ou no máximo propor uma relação bígama ou poliamorosa, desde que o parceiro ou parceira consintam isso.
5) "A maioria dos bissexuais curte relações abertas, não querem compromisso sério" não é regra, mas muitos são abertos às relações livres, relacionamento aberto e poliamor que são coisas diferentes.
Está na hora de VOCÊ começar a descsontruir a imagem dos bissexuais e do que é a bissexualidade e talvez tentar eliminar a bifobia internalizada dentro de si.
27. La vie d'Adèle - seria Adele bissexual?
No filme "Azul é a cor mais quente" de Abdelatif Kechiche, (2013), é explorado o romance entre a personagem Adele, que ainda era uma colegial, com Emma que já fazia curso de Belas Artes e já trabalhava com pintura. Emma ficava evidente que é lésbica, mas Adele no começo fica com um garoto, encorajada pelas amigas, mas parece não gostar da relação sexual, pois naquele momento estava encantada com Emma e nem ela mesma sabia o que estava acontecendo com ela. No decorrer da relação, ela parecia realmente ter se descoberto com Emma e achar a relação com uma mulher algo mais intenso, porém quando perguntada por Joachim (na festa de Emma) se ela sempre havia se relacionado com mulheres, diz que Emma era a primeira. Joachim pergunta se era diferente, mais carinhoso, Adele responde que era um pouco diferente, mas não sabe responder se era mais terno e diz que "depende". Quando ela percebe um possível envolvimento de Emma com Lise (a moça grávida), começa a se sentir sozinha e passa a dar chance para o professor que sempre a convidava pra sair. Ela vai até o baile e fica com ele e fica subentendido que houve relações sexuais, e parece que desta vez ela havia gostado, apesar de não deixar claro. Emma descobre tudo e a confronta. Ela tenta negar o envolvimento, mas depois resolveu confessar. Na confissão, Emma se torna ainda mais agressiva, colérica e intolerante, chamando Adele de mentirosa e puta, o que francamente me fez pensar claramente em bifobia, principalmente quando Emma a questiona: "você chupa esse cara e depois quer vir me beijar?" A questão é: Adele foi colocada como se tivesse vergonha de sua relação com uma mulher, e foi uma noção totalmente errada. Ou então, que bissexuais quando estão carentes, partem para a traição com o outro gênero. Quando Adele rejeita Thomas por causa de Emma, fica parecendo que na verdade era lésbica, mas isso cai por terra quando se envolve com o professor. Fica algo implícito no filme, mas a mim parece clara a bissexualidade de Adele. Então por que a colocaram como "confusa", "mentirosa" e "puta"?Pergunto, se Adele tivesse traído Emma com outra mulher, teria sido xingada daquela forma tão severa? Confesso que por muito tempo essa cena me perturbou, e me fez pensar que esse tipo de atitude só reforça ainda mais o preconceito e intolerância. das lésbicas co em relação às bissexuais. Não raro, em outros casos de personagens de série, a bissexualidade da mulher acaba um pouco velada ou , mostrada como passageira, basta ver três personagens de The L word, das quais irei me aprofundar um pouco mais em outro tópico só para isos, mas cabe aqui a reflexão: por que não creditaram Adele como bissexual?Seria por ela ser adolescente e estar ainda "se descobrindo"? Passaram-se 3 anos no final do filme, Joachim inda parecia sentir algum interesse e atração por Adele, que parecia ainda muito entorpecida pelo fim definitivo com Emma, apesar de tentar demonstrar o contrário (sua última tentativa de ser percebida pela ex fora na exposição de artes, haja visto o quanto se arrumou).Ainda na cena do café, ela é perguntada por Emma se tinha namoradas ou namorados....Adele apenas responde que "se envolveu com algumas pessoas, mas nada sério, que sempre voltava sozinha". Ela não deixa claro se eram homens e mulheres, ou apenas mulheres.
terça-feira, 23 de janeiro de 2018
26. O que está acontecendo com os homens? Não seja esse cara!

Esse post é mais um desabafo e um questionamento. Me baseei em relatos de mulheres que vi no youtube, na vida, comigo. Sei que muito caras podem não gostar, mas vale a pena repensar as atitudes muito a sério depois ler todo esse tópico.
O que está levando os homens a negligenciarem tanto seus relacionamentos,sejam de amizade ou amoroso?
Todo início de relação começa bem, um mar de rosas: você SEMPRE acha que encontrou o cara certo, o melhor amigo, acha que ele estará sempre ali no matter what..... ele por sua vez também pensa assim... porém há uma sutil diferença. As mulheres parecem se importar mais em sempre cultivar a relação...muito mais do que os homens, que por vezes acabam se acomodando. Lendo um livro sobre intuição de Osho, me deparei com um trecho em que dizia que "o homem gosta da conquista, quando consegue o que quer, perde o interesse". Mas por que precisa ser assim? Qual é o sentido disso? Não vejo, e sei que MUITAS mulheres também não o veem.
Confesso que me decepcionei e brochei quando li essa parte. O livro é um bocado repetitivo, tão repetitivo quanto este ciclo interesse, paixão, conquista, amor, rotina, desinteresse, comodismo. Não raro, muitos homens se distanciam após ter relações sexuais com a mulher desejada e muitos após anos de companheirismo simplesmente se encostam na relação, e passam a responsabilizar as mulheres por tudo, principalmente pelo fracasso da relação. Tentativas de conversa pra saber o que está acontecendo parecem falhas. Ninguém assume que cansou da relação, que só quis viver o momento e que a partir dali, tanto faz. Não seria mais fácil chegar e dizer a real? Por que é tão difícil manter a lealdade prometida no início da relação?
Muitas se culpam e outras pessoas reforçam essa culpa por um comportamento que foi escolhido (sim, escolhido). Escolhido e aprendido, arrisco dizer. Homens foram ensinados a ignorar sentimentos, os seus próprios sentimentos, como irão lidar e respeitar os sentimentos da amiga ou da namorada, esposa ou companheira? Não dá! Sempre acham (ou passam a achar) que "ah, ela gosta mais, que venha atrás", "ah, mas ela gosta de mim, logo vai passar essa mágoa". Sério, não façam isso, não deixem de demonstrar afeto, pois isso estraga a relação e algum dia vocês não a terão por perto, seja qual for a circunstância, um novo amor, uma viagem pra fora da cidade ou do país, e pior, do planeta, afinal vocês não sabem oi dia de amanhã e nem vocês serão eternos. Nuca deixe pra fazer quando for tarde o que se pode fazer hoje ! Uma relação de mão única não tem o menor sentido. O machismo já deixou muitas feridas que não prejudicam só as mulheres psicologicamente, ms os próprios homens que acabam criando um personagem, por achar que tem obrigação d serem "fortes". Força não é sinônimo de indiferença e negligência. E se tratando de um blog sobre bissexualidade, esse é um dos motivos pelas quais mulheres bissexuais já estão deixando de se sentir a vontade em relacionamentos coim homens e desistindo deles e preferindo ficar com mulheres, porque nós não abrimos mão de nossos sentimentos e emoções. Não as banalizamos ou achamos perda de tempo. Um bom documentário que mostra o que o machismo é capaz de fazer na mente de um homem é "The mask you live in" (a máscara em que você vive), o nome já diz tudo, busquem na Netflix. E vou deixar também um video de reflexão sobre um rapaz chamado Felipe que perdeu sua "caixinha" justamente por não ter lhe dado o amor e carinho que ela merecia. Quem assistir, entenderá perfeitamente. Não valorize penas quando perder pra sempre, não seja esse cara!
Espero ter conseguido abri um pouco melhor a mente de vocês. Que isso sirva de aviso .
domingo, 17 de dezembro de 2017
25. Terapia, será que ajuda?
Algumas pessoas bissexuais podem sentir a necessidade de procurar um profissional para tentar lidar com sua identidade, mas se deparar com situações desagradáveis, como psicólogos anti- éticos que tentem "alterar" sua orientação, ou tentar te direcionar a uma suposta "escolha", o que seria uma forma de apagamento da bissexualidade, ou não reconhecimento da mesma, dando diagnósticos equivocados, como confundir bissexualidade com transtorno bipolar ou borderline. Se isto acontecer, procure outro profissional, ninguém pode tentar definir sua orientação sexual, a não ser você mesmo! O objetivo do terapeuta é te ajudar a se entender e se aceitar como bi, encontrar sua essência, e não tirá-la. Se realmente achar que precisa e de acompanhamento, não fique achando que não há solução e bons profissionais, se não tiver como pesquisar em convênios por ser escassos (muitos estão dando ênfase ao atendimento particular), procure por serviços gratuitos em universidades como o Mackenzie, na Consolação. Se achar que está difícil, procure um grupo de ajuda no face, em grupos sérios e pessoas que tenham as mesmas vivências ou pelo menos parecidas às suas, certamente você se sentirá acolhido e empoderado. Espero que este blog seja uma fonte de ajuda, poderemos formar um grupo de apoio e até mesmo fazer encontros para dividir as nossas experiências se assim desejarem. Basta postar nos comentários ou me enviar um email no menu "Contatos".
terça-feira, 26 de setembro de 2017
24. "Ex-lésbica": uma lésbica se descobrindo bissexual
Você já deve ter se deparado com uma menina afirmando: "nunca tive desejo por homens, mas me peguei sentindo vontade de beijar meu colega. Será que isso é passageiro? Só achei ele fofo e atencioso e confundi as coisas?" É frequentemente comum observar que MUITAS meninas que se consideravam lésbicas acabem percebendo que possivelmente tenham uma atração que vai um pouco mais além do desejo habitual por mulheres. Elas começam dizendo que é uma exceção, que são 100¢ lésbicas. Às vezes ficam com um cara quando estão bêbadas, ficam "confusas", depois dizem que a aquilo não vai se repetir..., mas quando menos se espera, lá estão elas ficando com meninos DE NOVO! E qual é o problema nisso? Bem, para mim, nenhum. Mas pq será que isso acontece tanto, especialmente entre mulheres? Existem duas hipóteses: 1) ela não tinha conhecimento de sua bissexualidade, 2) ou não a aceitava bem pro alguns motivos e achou mais fácil se assumir como lésbica. Bem, também particularmente não vejo motivos pra que uma bi prefira se definir como lésbica se caso prefira mulheres, mas a questão é: pq algumas se sentem OBRIGADAS a se esconder nesse rótulo? Talvez medo de perder as amigas que seriam realmente lésbicas, medo de não ter paz em um relacionamento com uma....
Mas e quando elas SE DESCOBREM?Os diagnósticos e julgamentos SEMPRE são severos. São acusadas de ter "mentido" pras amigas. Meninas, isso é perfeitamente normal, não significa que elas tenham mentido, podem ter se sentido pressionadas apenas ou precisavam de tempo para se aceitar. Se você se credita como lésbica, mas depois descobrir que é bissexual, tá tudo bem, não há nada de errado contigo, erradas estão as pessoas de ficar classificando como mentira, ao invés de cuidarem de suas vidas, e se esquecem que poderiam ser ELAS a passarem por isso.
Se você tem alguma história assim para contar, passou ou passa por isso, conte pra gente. Ficarei feliz em ouvi-las nos comentários. Se quiser pedir conselhos em privado, mande-me um email: danylively@gmail.com ou dany.biyourself@gmail.com, email oficial do blog. Beijos e até a próxima postagem ;) .
Mas e quando elas SE DESCOBREM?Os diagnósticos e julgamentos SEMPRE são severos. São acusadas de ter "mentido" pras amigas. Meninas, isso é perfeitamente normal, não significa que elas tenham mentido, podem ter se sentido pressionadas apenas ou precisavam de tempo para se aceitar. Se você se credita como lésbica, mas depois descobrir que é bissexual, tá tudo bem, não há nada de errado contigo, erradas estão as pessoas de ficar classificando como mentira, ao invés de cuidarem de suas vidas, e se esquecem que poderiam ser ELAS a passarem por isso.
Se você tem alguma história assim para contar, passou ou passa por isso, conte pra gente. Ficarei feliz em ouvi-las nos comentários. Se quiser pedir conselhos em privado, mande-me um email: danylively@gmail.com ou dany.biyourself@gmail.com, email oficial do blog. Beijos e até a próxima postagem ;) .
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
23. Relacionamento abusivo: será que você está vivendo um?
Muito bem, esse assunto está ficando cada vez mais comum, tem vários videos no youtube sobre isso, talvez eu poste os links dos principais que me chamaram mais atenção. Mas o que é um relacionamento abusivo? Para ajudar vocês a identificarem um, eu dou duas palavras chaves: controle e rebaixamento do outro. Geralmente são pessoas que já sofreram abusos em outras relações e pra não sofrer o mesmo, usam de controle, não lidam bem com frustração e precisam sempre estar por cima, ou por possuírem excessiva insegurança, então se nutrem do que resta de auto estima do outro, ou de quem tem pouca pra "sobreviver", ou seja, se sobressair em detrimento do bem-estar do próximo. Relacionamento abusivo não acontece somente em namoros, embora as pessoas só se atenham a isso, pode ocorrer também no trabalho, família e até mesmo amizades. Muita gente se queixa disso anos depois da relação ter sido estabelecida. Vamos ver alguns exemplos.
No trabalho: isso é chamado de assédio moral. O patrão SEMPRE tem um defeito pra por no funcionário. Por mais que ele se esforce, ele critica tudo que o empregado faz, humilha ele diante dos outros, o que piora muito seu desempenho, pois o desestrutura emocionalmente, deixando-o deprimido e sem vontade de continuar no emprego. Geralmente o objetivo é fazer com que peça demissão.
No namoro: tudo da pessoa é melhor. Imagine alguém que achava que não tinha sorte no amor, depois te manipula até pra te fazer dar chance, com chantagem emocional, depois de repente se vangloria de suas "conquistas", o time dela/dele é melhor que o seu, se o seu ganha, não te cumprimenta e muda de assunto, se o dela/e ganha, tira sarro de você, e nos termos de bissexualidade, critica e tenta desvalorizar sua sexualidade em prol da dela/dele. Vejamos separadamente com os dois gêneros:
Com homens - o cara critica sua forma de se vestir, dá uma de falso conservador, te trata como se fosse propriedade dele. Te trai, se você desconfia, você é a louca, complexada, tem insegurança e baixa auto-estima, e quando você procura outras pessoas, faz um escarcéu, porque você está dando mais atenção pras outras do que pra ele. Além de só te procurar pro sexo, mas pro lado intelectual, pouco te valoriza.
Com mulheres (lésbicas) - basicamente ela fica criticando a bissexualidade, dizendo que não existe, que se souber que a namorada é bi, vai terminar, se você tiver amigos homens implica, acha que você está tendo um caso com ele, acha ruim de você comentar de ex namorada ou ex crush, te acusa de tá de bibibi com a fulana, mas ela, nossa...ela pode falar à vontade das ex, das frustrações com a última ex,do amigo homem, mas você não.
Na família: pai e mãe machista, que nunca deixa sair de casa ou não pode sem dizer horário, com quem você vai, mãe que fica ligando toda hora pra saber se você já vai voltar pra casa, implicância por causa de diferentes crenças ou sexualidade, tentativa de imposição de crenças, tirar os bens do filho ou filha se ele não "virar" hétero e pressão psicológica sobre supostas punições divinas.
Na amizade: quase as mesmas coisas do namoro, com a diferença de que não rola beijo na boca
(mas pode ter rolado). É mais frequente quando você gosta da pessoa no sentido afetivo e ela não. A pessoa parece não gostar da ideia de você desejá-la, mas quer que você sempre a procure, mas nem sempre ela te procura, com a desculpa de falta de tempo e dinheiro. Eu acho que quando se sabe conciliar, se ajeita as coisas. É quando se está num plano de eu posso, mas você não pode. Quer que você ouça os conselhos dela, se arrisque a fazer coisas que não quer, mas ela não pode, porque pra ela é sempre mais complicado e ela foge de problemas, mas quer que você saia da sua zona de conforto...menos ela. Você chama pra sair, diz que não tem dinheiro, mas ela sai com quem tem. E quando você diz que não vai mais chamar pra sair, ela inventa que não vai te fazer tal favor por causa disso. Quando você pede algo a ela, é um sacrifício fazer e age como se você tivesse pedindo pra que desista da vida dela pra focar na sua, e você sabe que não é verdade. Tudo que você fala é alvo de críticas e mal entendidos e vira briga. Até pra te consolar, consegue te fazer se sentir mal e desconsidera algumas das suas dificuldades, como se só dependesse de você evitar algumas coisas que não depende apenas de ti. Bom, aí é uma situação que você precisa conversar com ela, ou assim fica muito complicado manter uma conexão.
Um relacionamento abusivo pode ser muito desgastante pra pessoa. Vejo a maior incidência disso com mulheres em relacionamentos com homens, embora deva haver mulheres que façam joguinhos também com homens. Vou por as principais características em tópicos:
- São egoístas e falta empatia com seus problemas, mas os deles devem ser levados em conta;
- Implicam com seu jeito de ser e só criticam pra ficar por cima de você;
- Fingem que estão afim, mas quando você tenta, te humilham;
- Geralmente fazem joguinhos (chantagem emocional), coisas do tipo: "se você não fizer tal coisa no sexo comigo é porque não me ama" ou numa opinião que te ofendeu, se fazem de ofendidos pra diminuir a culpa e dizem "você TEM QUE me aceitar com esse pensamento", mas eles não te aceitam com a SUA forma de pensar, e dizem que você está errada;
- Querem tudo nos termos deles, quase nunca um meio termo entre você e ele/ela ;
- Tentam te persuadir a acreditar neles, mas nunca levam em conta suas opiniões sobre si mesmo ou sobre eles, não dão espaço pra uma discussão de igual pra igual;
- Acham que sabem mais sobre sua vida do que você mesmo;
- Parecem ter inveja de alguma vantagem sua e tentam te diminuir por isso;
- Te culpam por tudo;
- Tudo deles é melhor, eles sempre sabem se conduzir mais do que você nos problemas, sempre sabem mais sobre a sexualidade alheia, sempre são os mais esclarecidos;
- Nunca pedem desculpas quando estão errados e falam que você nunca admite seus erros.
Existem dois tipos de abuso, o consciente e o inconsciente. às vezes nem é intenção da pessoa, ela gosta de você, mas sempre quer que as coisas fluam mais pro lado dela e isso é chato e desgastante. A única maneira no caso da amizade é dar um tempo pra ver como você se sente longe dessa pessoa pra ter uma clareza.SE caso ela não tenha feito isso intencionalmente e gostar de você e for REALMENTE sua amiga , a pessoa vai maneirar se desculpar e tentar ser uma pessoa melhor. Se for diagnosticada a falsidade consciente, caia fora, sem mais. Entre meninas hétero tem muito disso, roubar namorado da outra, contar vantagem, falar mal da outra pelas costas, na frente, eu vivi algumas dessas coisas. Em namoro, trabalho, o melhor é sair de vez. No começo é difícil pq em namoro você está apegada e com medo da solidão, mas a pessoa se beneficia disso. Na família, se você for menor, o jeito é não dar bandeira pra evitar atritos. Quando for maior e tiver condições financeiras de sair de casa, ou se tiver um amigo ou amiga de confiança pra dividir casa, faça isso sem pestanejar.
Aqui estão alguns dos videos que gostei sobre o assunto:
No trabalho: isso é chamado de assédio moral. O patrão SEMPRE tem um defeito pra por no funcionário. Por mais que ele se esforce, ele critica tudo que o empregado faz, humilha ele diante dos outros, o que piora muito seu desempenho, pois o desestrutura emocionalmente, deixando-o deprimido e sem vontade de continuar no emprego. Geralmente o objetivo é fazer com que peça demissão.
No namoro: tudo da pessoa é melhor. Imagine alguém que achava que não tinha sorte no amor, depois te manipula até pra te fazer dar chance, com chantagem emocional, depois de repente se vangloria de suas "conquistas", o time dela/dele é melhor que o seu, se o seu ganha, não te cumprimenta e muda de assunto, se o dela/e ganha, tira sarro de você, e nos termos de bissexualidade, critica e tenta desvalorizar sua sexualidade em prol da dela/dele. Vejamos separadamente com os dois gêneros:
Com homens - o cara critica sua forma de se vestir, dá uma de falso conservador, te trata como se fosse propriedade dele. Te trai, se você desconfia, você é a louca, complexada, tem insegurança e baixa auto-estima, e quando você procura outras pessoas, faz um escarcéu, porque você está dando mais atenção pras outras do que pra ele. Além de só te procurar pro sexo, mas pro lado intelectual, pouco te valoriza.
Com mulheres (lésbicas) - basicamente ela fica criticando a bissexualidade, dizendo que não existe, que se souber que a namorada é bi, vai terminar, se você tiver amigos homens implica, acha que você está tendo um caso com ele, acha ruim de você comentar de ex namorada ou ex crush, te acusa de tá de bibibi com a fulana, mas ela, nossa...ela pode falar à vontade das ex, das frustrações com a última ex,do amigo homem, mas você não.
Na família: pai e mãe machista, que nunca deixa sair de casa ou não pode sem dizer horário, com quem você vai, mãe que fica ligando toda hora pra saber se você já vai voltar pra casa, implicância por causa de diferentes crenças ou sexualidade, tentativa de imposição de crenças, tirar os bens do filho ou filha se ele não "virar" hétero e pressão psicológica sobre supostas punições divinas.
Na amizade: quase as mesmas coisas do namoro, com a diferença de que não rola beijo na boca
(mas pode ter rolado). É mais frequente quando você gosta da pessoa no sentido afetivo e ela não. A pessoa parece não gostar da ideia de você desejá-la, mas quer que você sempre a procure, mas nem sempre ela te procura, com a desculpa de falta de tempo e dinheiro. Eu acho que quando se sabe conciliar, se ajeita as coisas. É quando se está num plano de eu posso, mas você não pode. Quer que você ouça os conselhos dela, se arrisque a fazer coisas que não quer, mas ela não pode, porque pra ela é sempre mais complicado e ela foge de problemas, mas quer que você saia da sua zona de conforto...menos ela. Você chama pra sair, diz que não tem dinheiro, mas ela sai com quem tem. E quando você diz que não vai mais chamar pra sair, ela inventa que não vai te fazer tal favor por causa disso. Quando você pede algo a ela, é um sacrifício fazer e age como se você tivesse pedindo pra que desista da vida dela pra focar na sua, e você sabe que não é verdade. Tudo que você fala é alvo de críticas e mal entendidos e vira briga. Até pra te consolar, consegue te fazer se sentir mal e desconsidera algumas das suas dificuldades, como se só dependesse de você evitar algumas coisas que não depende apenas de ti. Bom, aí é uma situação que você precisa conversar com ela, ou assim fica muito complicado manter uma conexão.
Um relacionamento abusivo pode ser muito desgastante pra pessoa. Vejo a maior incidência disso com mulheres em relacionamentos com homens, embora deva haver mulheres que façam joguinhos também com homens. Vou por as principais características em tópicos:
- São egoístas e falta empatia com seus problemas, mas os deles devem ser levados em conta;
- Implicam com seu jeito de ser e só criticam pra ficar por cima de você;
- Fingem que estão afim, mas quando você tenta, te humilham;
- Geralmente fazem joguinhos (chantagem emocional), coisas do tipo: "se você não fizer tal coisa no sexo comigo é porque não me ama" ou numa opinião que te ofendeu, se fazem de ofendidos pra diminuir a culpa e dizem "você TEM QUE me aceitar com esse pensamento", mas eles não te aceitam com a SUA forma de pensar, e dizem que você está errada;
- Querem tudo nos termos deles, quase nunca um meio termo entre você e ele/ela ;
- Tentam te persuadir a acreditar neles, mas nunca levam em conta suas opiniões sobre si mesmo ou sobre eles, não dão espaço pra uma discussão de igual pra igual;
- Acham que sabem mais sobre sua vida do que você mesmo;
- Parecem ter inveja de alguma vantagem sua e tentam te diminuir por isso;
- Te culpam por tudo;
- Tudo deles é melhor, eles sempre sabem se conduzir mais do que você nos problemas, sempre sabem mais sobre a sexualidade alheia, sempre são os mais esclarecidos;
- Nunca pedem desculpas quando estão errados e falam que você nunca admite seus erros.
Existem dois tipos de abuso, o consciente e o inconsciente. às vezes nem é intenção da pessoa, ela gosta de você, mas sempre quer que as coisas fluam mais pro lado dela e isso é chato e desgastante. A única maneira no caso da amizade é dar um tempo pra ver como você se sente longe dessa pessoa pra ter uma clareza.SE caso ela não tenha feito isso intencionalmente e gostar de você e for REALMENTE sua amiga , a pessoa vai maneirar se desculpar e tentar ser uma pessoa melhor. Se for diagnosticada a falsidade consciente, caia fora, sem mais. Entre meninas hétero tem muito disso, roubar namorado da outra, contar vantagem, falar mal da outra pelas costas, na frente, eu vivi algumas dessas coisas. Em namoro, trabalho, o melhor é sair de vez. No começo é difícil pq em namoro você está apegada e com medo da solidão, mas a pessoa se beneficia disso. Na família, se você for menor, o jeito é não dar bandeira pra evitar atritos. Quando for maior e tiver condições financeiras de sair de casa, ou se tiver um amigo ou amiga de confiança pra dividir casa, faça isso sem pestanejar.
Aqui estão alguns dos videos que gostei sobre o assunto:
sábado, 14 de janeiro de 2017
22.Indícios de bifobia internalizada
Aqui estão algumas frases que as pessoas costumam dizer para ocultar sua bissexualidade, conscientemente ou não:
Quando perguntadas sobre sua orientação, as respostas costumam ser...
1- Prefiro não me rotular: isso denotaria um certo medo de se dizer lésbica ou hetero, e de repente "mudar" de opção, porque há momentos em que queremos mais um do que o outro, ou até mesmo ambos.
2- Eu gosto de pessoas: não gostam de dar o nome correto para essa orientação.
3- Não é necessário se definir: mais uma vez, o medo da "mudança" ou alternância do desejo entre um e outro.
4 - Eu sou monogâmico, não saio com ambos: fomos ensinados que bissexuais são promíscuos e não se envolvem, que não se apegam ou não levam ninguém a sério ou querem todos ao mesmo tempo. Para se livrar desse estigma, muitos bissexuais precisam dizer que são "certinhos" e só se relacionam com apenas um. Na verdade isso é relativo, tem aqueles não monogâmicos que só conseguem se relacionar com um de cada, mas não é uma via de regra, não deve ser uma obrigação por medo do rótulo de volúvel e promiscuidade.
5- Preciso saber qual e minha "verdadeira" sexualidade: a pessoa se sentiria obrigada a ter uma preferência, devido à ideia de indecisão e ser confuso e viver "em cima do muro".
6- Não sei o que eu sou: a mesma coisa da frase acima. Ninguém precisa escolher lado nenhum a menos que queira e se sinta melhor.
7- Eu me interessei pelo fulano que se identificava como "lésbico" ou gay pra não ficar viciada em sexo com homem: foi uma fala da personagem Alice Piesezcki ao tentar justificar seu namoro com o Lisa, homem heterossexual que se identificava como "lésbico". Quer dizer, se apago minha vontade de ter sexo com homens, então posso ser lésbica.
Como trabalhar isso tudo, caso esteja te incomodando? Empoderamento e convivência com outros bissexuais, com o tempo isso poderá mudar, certamente vai.
Vou fazer um tópico só com frases de bifobia de supostos monossexuais.
Quando perguntadas sobre sua orientação, as respostas costumam ser...
1- Prefiro não me rotular: isso denotaria um certo medo de se dizer lésbica ou hetero, e de repente "mudar" de opção, porque há momentos em que queremos mais um do que o outro, ou até mesmo ambos.
2- Eu gosto de pessoas: não gostam de dar o nome correto para essa orientação.
3- Não é necessário se definir: mais uma vez, o medo da "mudança" ou alternância do desejo entre um e outro.
4 - Eu sou monogâmico, não saio com ambos: fomos ensinados que bissexuais são promíscuos e não se envolvem, que não se apegam ou não levam ninguém a sério ou querem todos ao mesmo tempo. Para se livrar desse estigma, muitos bissexuais precisam dizer que são "certinhos" e só se relacionam com apenas um. Na verdade isso é relativo, tem aqueles não monogâmicos que só conseguem se relacionar com um de cada, mas não é uma via de regra, não deve ser uma obrigação por medo do rótulo de volúvel e promiscuidade.
5- Preciso saber qual e minha "verdadeira" sexualidade: a pessoa se sentiria obrigada a ter uma preferência, devido à ideia de indecisão e ser confuso e viver "em cima do muro".
6- Não sei o que eu sou: a mesma coisa da frase acima. Ninguém precisa escolher lado nenhum a menos que queira e se sinta melhor.
7- Eu me interessei pelo fulano que se identificava como "lésbico" ou gay pra não ficar viciada em sexo com homem: foi uma fala da personagem Alice Piesezcki ao tentar justificar seu namoro com o Lisa, homem heterossexual que se identificava como "lésbico". Quer dizer, se apago minha vontade de ter sexo com homens, então posso ser lésbica.
Como trabalhar isso tudo, caso esteja te incomodando? Empoderamento e convivência com outros bissexuais, com o tempo isso poderá mudar, certamente vai.
Vou fazer um tópico só com frases de bifobia de supostos monossexuais.
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